Dólar fecha a R$ 5,12 nesta sexta-feira
O dólar comercial fechou a sexta-feira, 11 de setembro de 2026, em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,125.
A moeda americana chegou a operar abaixo de R$ 5,10 durante o pregão, mas mudou de direção ao longo do dia em meio à cautela dos investidores diante do cenário econômico e político.
O movimento aconteceu em uma sessão marcada pela divulgação de novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e pela proximidade das decisões de juros dos bancos centrais.
Ibovespa termina o dia em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou a sessão em queda de aproximadamente 0,69%, aos 186.967 pontos.
O resultado interrompeu parte do movimento positivo observado recentemente no mercado brasileiro, que vinha sendo beneficiado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de empresas ligadas a commodities.
Na sessão anterior, o índice havia avançado 1,42% e terminado o pregão aos 188.268 pontos.
Inflação brasileira surpreendeu o mercado
Um dos principais assuntos do dia foi a divulgação do IPCA de agosto.
O índice oficial de inflação registrou deflação de 0,32%, resultado influenciado principalmente pela queda da energia elétrica e por reduções nos preços de alimentos e transportes.
Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,22%.
O resultado aumentou as expectativas de que o Banco Central possa continuar reduzindo a taxa Selic nas próximas reuniões.
Juros dos Estados Unidos também estão no radar
O mercado brasileiro também acompanhou os novos dados de inflação dos Estados Unidos.
O índice de preços ao consumidor americano apresentou alta de 0,4% em agosto, enquanto alguns indicadores considerados mais persistentes mantiveram os investidores atentos à trajetória dos juros.
O cenário internacional é importante para o Brasil porque decisões do Federal Reserve podem alterar o fluxo de recursos entre mercados emergentes e economias desenvolvidas.
Semana que vem terá decisões importantes sobre juros
A próxima semana será especialmente importante para os mercados financeiros.
O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve terão decisões de política monetária no radar dos investidores.
No Brasil, a inflação mais baixa fortaleceu as apostas em um possível corte de 0,25 ponto percentual na Selic.
Nos Estados Unidos, entretanto, a inflação ainda exige cautela antes de uma eventual mudança na política monetária.
Petróleo também influencia o mercado
O petróleo foi outro fator importante durante a sessão.
O barril do petróleo Brent recuou cerca de 2,81%, para aproximadamente US$ 104,61, depois de ter alcançado níveis próximos de US$ 110 durante o pregão.
A commodity vinha sendo pressionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e preocupações relacionadas à oferta global.
Para o Brasil, a cotação do petróleo é particularmente relevante por causa do peso da Petrobras no mercado acionário e dos efeitos da commodity sobre inflação, combustíveis e balança comercial.
Entrada de capital estrangeiro ajuda a Bolsa
Apesar da queda registrada nesta sexta-feira, a Bolsa brasileira continua apresentando forte desempenho no período recente.
O fluxo de capital estrangeiro tem ajudado a sustentar o mercado. Desde o fim de agosto, os investidores internacionais acumulam entradas relevantes na Bolsa brasileira.
Esse movimento ajudou a compensar parte das saídas observadas durante a primeira metade de agosto.
Por que o dólar subiu?
A alta do dólar nesta sexta-feira pode ser explicada por uma combinação de fatores.
Entre eles estão as expectativas para os juros americanos, o comportamento do petróleo, os dados de inflação e a cautela dos investidores diante do cenário político brasileiro.
Quando aumenta a percepção de risco, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, o que pode pressionar moedas de países emergentes.
O que esperar da próxima semana?
A próxima semana deve ser marcada por elevada volatilidade nos mercados.
As decisões dos bancos centrais sobre os juros poderão influenciar diretamente o dólar, a Bolsa, os títulos públicos e outros ativos financeiros.
No Brasil, os investidores também acompanharão novos indicadores econômicos e o cenário político.
No exterior, o comportamento da inflação americana e das taxas de juros será fundamental para determinar o fluxo internacional de capital.
Dólar e Bolsa continuam sensíveis ao cenário internacional
O fechamento desta sexta-feira mostra como os mercados brasileiros continuam reagindo rapidamente às mudanças no cenário global.
Mesmo com a inflação brasileira apresentando um resultado positivo em agosto, fatores externos como petróleo, juros americanos e tensões geopolíticas continuam influenciando os preços dos ativos.
Para investidores e empresas, a próxima semana promete ser decisiva, com as decisões de juros podendo provocar novas movimentações no dólar e no Ibovespa.