Especialistas de segurança dos Estados Unidos e da China apresentaram propostas para reduzir riscos relacionados ao uso de inteligência artificial em sistemas militares.
As recomendações surgiram de um diálogo envolvendo pesquisadores e especialistas ligados ao Brookings Institution e à Tsinghua University.
Supervisão humana
Entre as propostas está a manutenção de controle humano sobre operações críticas, especialmente aquelas relacionadas a sistemas nucleares e operações cibernéticas.
Os especialistas também discutiram a necessidade de estabelecer limites claros para o comportamento de sistemas autônomos.
Comunicação em caso de incidentes
Outra proposta envolve a criação de canais de comunicação que possam ser utilizados para lidar rapidamente com incidentes envolvendo inteligência artificial.
A preocupação está relacionada à velocidade de sistemas automatizados e à possibilidade de decisões ocorrerem mais rapidamente do que a capacidade humana de intervenção.
As propostas ainda não são políticas oficiais
As recomendações apresentadas pelos especialistas não significam que os governos dos dois países tenham adotado formalmente essas medidas.
O debate, porém, mostra como a evolução da inteligência artificial está ampliando as discussões sobre segurança internacional e controle de sistemas autônomos.