O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que o avanço acelerado da inteligência artificial pode representar um risco existencial para a humanidade caso não sejam estabelecidos mecanismos eficazes de controle.
Segundo a avaliação apresentada em Genebra, sistemas de IA cada vez mais poderosos podem afetar infraestrutura crítica, processos democráticos, segurança digital e outras áreas sensíveis.
O alerta também envolve o poder concentrado nas grandes empresas de tecnologia. Meta, OpenAI, Google e outras companhias estão investindo bilhões de dólares no desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados.
A ONU defende garantias mais rígidas antes da implantação de sistemas de alto risco. Entre os pontos discutidos estão mecanismos independentes de fiscalização, avaliação de segurança e limites para determinadas aplicações.
O debate deverá crescer nos próximos anos porque Estados Unidos, China e Europa adotam estratégias diferentes para equilibrar inovação tecnológica e segurança. A disputa pelo domínio da inteligência artificial também passou a ser considerada uma questão econômica e geopolítica.