O petróleo voltou a chamar a atenção dos mercados nesta segunda-feira, 14 de setembro, com o barril do Brent chegando próximo de US$ 108 após uma alta de aproximadamente 3%.
O movimento ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao aumento das preocupações dos investidores sobre possíveis impactos na produção e no transporte de petróleo.
A possibilidade de interrupções na oferta mundial de energia aumenta a pressão sobre os preços da commodity. O petróleo é um dos principais componentes dos custos de transporte e produção em diversas economias.
Quando o petróleo sobe de forma significativa, os efeitos podem chegar rapidamente aos combustíveis, transporte e outros produtos. O movimento também pode dificultar o trabalho dos bancos centrais no combate à inflação.
No mercado financeiro, a alta do petróleo acontece justamente em uma semana importante para a política monetária. Brasil e Estados Unidos concentram a atenção dos investidores com as reuniões de seus bancos centrais.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta semana para decidir o próximo passo da taxa Selic. O mercado trabalha majoritariamente com a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também realiza sua reunião de política monetária. O petróleo mais caro pode aumentar as preocupações com a inflação americana e influenciar o discurso dos dirigentes do banco central.
Para os mercados emergentes, uma combinação de petróleo elevado, inflação persistente e juros americanos mais altos pode aumentar a pressão sobre moedas e ativos de risco.
O dólar também entra no radar. Uma postura mais rígida do Federal Reserve pode fortalecer a moeda americana e aumentar a volatilidade nos mercados internacionais.
O cenário desta semana reúne três fatores importantes: petróleo elevado, decisões de juros e tensão geopolítica.
Para o consumidor brasileiro, a principal preocupação está nos possíveis efeitos sobre combustíveis e inflação. Para os investidores, o comportamento do petróleo poderá ser um dos principais indicadores para acompanhar nos próximos dias.
Na avaliação do FortiAxis, o petróleo é atualmente um dos principais riscos para o cenário econômico da semana. Se as tensões continuarem aumentando e a oferta mundial for afetada, novos avanços nos preços não podem ser descartados.