Setor de serviços fica estável em julho e mostra sinais de desaceleração no Brasil

Atividade permaneceu estável pelo segundo mês seguido, enquanto juros elevados continuam pressionando consumo e crédito.

O setor de serviços brasileiro ficou estável em julho pelo segundo mês consecutivo, indicando perda de ritmo da atividade econômica em meio aos juros elevados.

O setor de serviços brasileiro ficou estável em julho de 2026, segundo os dados mais recentes do IBGE. O resultado representa o segundo mês consecutivo sem crescimento significativo da atividade.

Apesar da desaceleração, o setor continua próximo do maior nível histórico registrado na série.

Serviços continuam perto do recorde

Mesmo com a estabilidade observada em junho e julho, o volume de serviços permanece apenas 0,2% abaixo do pico registrado em outubro de 2025.

Na comparação com o período anterior à pandemia, o setor ainda apresenta crescimento de aproximadamente 20%.

Juros altos pesam sobre a economia

Um dos fatores apontados para a perda de ritmo é a taxa Selic elevada, que encarece o crédito e reduz a capacidade de consumo e investimento das empresas e famílias.

Com financiamentos mais caros, empresas podem adiar investimentos enquanto consumidores reduzem compras que dependem de crédito.

Informação e comunicação recuam

Entre os segmentos analisados pelo IBGE, as atividades de informação e comunicação apresentaram queda de 2,5% em julho.

O resultado ajudou a limitar o desempenho geral do setor.

Serviços podem influenciar os juros

A evolução dos serviços é acompanhada de perto pelo Banco Central porque os preços do setor possuem impacto importante sobre a inflação.

Uma desaceleração mais consistente pode aumentar o espaço para novos cortes da taxa básica de juros.

Mercado acompanha próximos meses

O comportamento da atividade nos próximos meses será importante para avaliar se a estabilidade representa apenas uma pausa ou o início de uma desaceleração mais ampla da economia brasileira.

O mercado também observa a combinação entre inflação, emprego, crédito e juros para projetar o crescimento econômico até o final de 2026.

Fonte: IBGE / UOL
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