O mercado internacional de petróleo voltou a registrar forte volatilidade nesta sexta-feira. O barril do Brent chegou a quase US$ 110, atingindo o maior nível em quatro meses, antes de devolver parte dos ganhos.
A alta ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e ao temor de que problemas no transporte e no fornecimento de petróleo mantenham os preços elevados por mais tempo.
Brent chegou perto de US$ 110
O Brent chegou a US$ 109,97 durante as negociações. Posteriormente, o contrato recuou cerca de 2%, mas continuou acima de US$ 105 por barril.
Mesmo com a correção, a commodity acumulava alta próxima de 10% na semana.
Petróleo mais caro aumenta pressão sobre a inflação
O petróleo é uma das principais matérias-primas da economia global. Quando seu preço sobe de forma significativa, os efeitos podem aparecer nos combustíveis, transporte, indústria e preços de diversos produtos.
O impacto também chega aos bancos centrais, que precisam avaliar se a alta da energia pode provocar uma inflação mais persistente.
Juros entram novamente no radar
O aumento das expectativas de inflação já provocou pressão sobre os mercados de títulos.
Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de 10 anos se aproximou de 5%, enquanto investidores aumentaram as apostas em uma possível alta de juros pelo Federal Reserve.
Impacto pode chegar ao Brasil
Para o Brasil, petróleo mais caro pode afetar combustíveis, inflação e empresas ligadas ao setor de energia.
Por outro lado, empresas produtoras de petróleo podem se beneficiar de preços internacionais mais elevados, dependendo de suas estruturas de custos e políticas de preços.
Mercado acompanha próximos movimentos
O comportamento do petróleo nos próximos dias será importante para definir as expectativas de inflação e juros em diversos países.
Se os preços permanecerem acima de US$ 100 por um período prolongado, o impacto poderá ultrapassar o mercado de energia e atingir bolsas, moedas, títulos e decisões de política monetária.